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Fugindo do Escritório Próprio

Murilo M. Nogueira

Nenhum problema é tão grande que não se possa fugir dele (Provérbio turco)

Nada melhor para dar segurança aos seus negócios e transmitir uma imagem de solidez e confiabilidade aos seus clientes do que adquirir um imóvel para a sua empresa, certo?

Errado, afirmam os especialistas. Na verdade, ao usar parte do capital para comprar um imóvel, o empreendedor acaba prejudicando a capacidade de crescimento da empresa. Dependendo da “crise de liquidez” decorrente pode, até mesmo, inviabilizá-la

Afinal, como bem lembram os economistas: “os recursos são finitos”. Ao comprar um imóvel, o empreendedor deixa de usar aquele valor em compra de matéria-prima, marketing, treinamento e outras ações que poderiam aumentar o resultado da empresa.

Não por acaso imóveis são classificados no Balanço Patrimonial como “Ativo Imobilizado”: imobilizado fica, de fato, o capital ali investido. O risco é que toda a empresa acabe se “imobilizando” devido ao pouco fôlego financeiro para as atividades do dia-a-dia.

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Neste vídeo do SEBRAE o consultor Wlamir Bello, do SEBRAE/SP, analisa o caso real de uma empresa do ramo farmacêutico, mas as conclusões podem ser estendidas para empreendimentos de qualquer ramo de negócios.

“Comprar ou alugar?” é a pergunta, cuja resposta não deixa dúvidas: “[Comprar] não só é um mau negócio como é um erro comum do empreendedor”, afirma o consultor, que credita a percepção de “tranquilidade” conferida por uma sede própria ao “sonho da casa própria”, válido na vida pessoal, porém equivocado quando trazido para o mundo dos negócios.

A este equívoco poderíamos acrescentar outro: a imagem de “status” teoricamente proporcionado pelo “bem próprio”. Digo “teoricamente” pois, se pensarmos com cuidado, veremos que um bom imóvel alugado (em um endereço de prestígio) pode conferir mais “status” do que um imóvel próprio cujas instalações e localização sejam apenas regulares.

Por fim, a sede própria, além de consumir liquidez, também “imobiliza” o investidor naquele local físico. O aluguel, por outro lado, confere maior flexibilidade, permitindo ao empresário mover-se rapidamente caso sua estratégia assim exija.

Dependendo da estratégia da empresa, o aluguel do imóvel pode ser estendido para o aluguel de imóvel mobiliado, com infraestrutura de atendimento, tal como oferecido por um escritório virtual.

Lembre-se: para o cliente, não importa se as instalações da empresa são próprias ou de terceiros. O que ele quer é bom atendimento, serviço e/ou produtos de qualidade e preços competitivos.

Fonte: Negócios e Soluções: comprar ou alugar? (Visão do Empreendedor - SEBRAE/RJ)